Avançar para o conteúdo principal

O socialismo é uma estrondosa negação

«Exceptuando o dogma da propriedade colectiva, não se necontra no Socialismo senão estrondosas negações, - disse um dia Almeida Braga, - baseado na asserção de Winterer: os Socialistas não ignoram o que querem derrubar, mas falta-lhes inteiramente a noção do que pretendem construir.»
Os Socialistas não ignoram o que querem derrubar, mas falta-lhes inteiramente a noção do que pretendem construir.
O Papa Pio XI sabia-o e anunciou-o: «Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista.»
Ao contrário do que publicitam os socialismos actuais, a desigual apropriação dos factores produtivos e, por extensão, a existência de proprietários, deve ser considerada legítima e harmónica com o interesse nacional. Essa situação constitui um estímulo ao trabalho, à riqueza e à produtividade. O único problema da propriedade é quando a mesma se reveste de ociosidade e ostentação e os detentores do dinheiro serem reconhecidos como classe dominante, apenas por esse facto.
Pequito Rebelo dizia que devia ser reconhecido o direito à desigualdade, ou seja, o direito de acesso aos diversos degraus da hierarquia, mediante a revelação das capacidades e dos méritos de cada um.
Mas dizia ainda o mesmo que o conceito de igualdade encerra dois absurdos: a negação das desigualdades e a negação das diferenças; com efeito, dizia ainda o mesmo, que os elementos sociais, ou são comparáveis, e, neste caso, desiguais, ou não são comparáveis, sendo diferentes. A sociologia igualitária desconhece em profundidade os dois aspectos, considerando idêntico o que é diferente, estabelecendo artificialmente um tipo único de homem, estereotipado pela uniformidade do critério teórico ou legislativo, sem atender às diferenças de tempo, de local, de contextos, etc.
Sir Julian Huxley disse uma altura,  quando ainda era presidente da UNESCO: O nosso sistema ideológico deve rejeitar o mito democrático da igualdade. Os seres humanos não nascem iguais em dons ou em possibilidades e o progresso da humanidade é devido, em grande parte, à própria existência da desigualdade.
Livres mas desiguais deve ser a nossa divisa. A educação deveria pautar-se pela diversificação dos talentos e não a sua redução à normalidade estereotipada da igualdade forçada. Estas palavras são altamente anti-socializantes mas são também altamente científicas.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

As origens da Eurábia

Segundo diversos autores o conceito de «Eurábia» representa simultaneamente uma ideologia bem estabelecida e um sintoma, cujos efeitos a médio-longo prazo já se deixam adivinhar; uma atitude defensiva colectiva de povos que se deixaram submeter, por medo e por interesses económicos, ao totalitarismo islâmico. Este totalitarismo islâmico é representado por diversas identidades, como sejam, a Liga Islâmica Mundial, a Liga dos Estados Árabes e a Organização da Conferência Islâmica, onde o fundamentalismo é quem mais ordena com projectos imperialistas de conquista mundial.  A Eurábia é um conceito com grande força de expansão, sobretudo porque a Europa, antiga potência colonial, vive hoje uma grave crise demográfica e psico-social, para além da sua dependência extrema dos hidrocarbonetos do mundo islâmico. Como a Europa vive em crise permanente desde há alguns anos, o mundo islâmico decidiu avançar e penetrar no Velho Continente para o regenerar moralmente e religiosamente.. Mas...

Eurabismo - o fim da herança Judaico-Cristã

O eurabismo foi congeminado e idealizado pelos traidores que chegaram ao poder nos diversos países europeus. A intenção oculta subjacente a esta congeminação passa por libertar a Europa Cristã das suas bases judaicas assim como das suas raízes bíblicas. Há motivos muito claros para isto; o anti-sionismo professado pelos países árabes muçulmanos que implica uma política europeia anti-israelita e anti-americana, aliado a um movimento de opinião pública favorável aos árabes. Para além da pretensão de enfraquecer ainda mais o sentimento religioso europeu já em queda acentuada. O suposto diálogo euro-árabe é unilateral, sem reciprocidade, reclamando a islamização da Europa enquanto as minorias Cristãs são perseguidas nos países árabes. Este diálogo é uma farsa, uma fraude, fundado numa natureza contraditória em que se destaca a não assumida (pelos europeus) herança Judaico-Cristã que estabeleceu a sociedade Ocidental. A traição e a ignomínia caminham a par quando se projecta substituir...

A igualdade envenenada

A igualdade é um veneno insidioso do qual todos nós acarretamos as suas consequências. Toda a gente sabe (os que forem sérios e descomprometidos com o politicamente correcto) que a igualdade nos actuais moldes, não existe, não pode existir. A igualdade enquanto conceito naturalista e conceito puramente filosófico manifesta-se na perfeição dentro dos seus limites, mas enquanto conceito político, a coisa é bem diferente. A igualdade surgiu na filosofia grega e mesmo que a "igualdade de todos os homens" ainda que não estivesse, porventura, de todo ausente na filosofia não chegou a pesar demasiado no pensamento político. O conceito de igualdade mantinha-se unido ao ideal de justiça. Mais tarde, com o estoicismo e o cristianismo o conceito torna-se mais directo e revelador, por participarem igualmente da razão universal (estoicismo) ou por serem criaturas de Deus (cristianismo), todos os homens são iguais em dignidade ou importância. Em ambos os casos o que se afirm...