Avançar para o conteúdo principal

Eleições europeias

Decorre neste momento a campanha eleitoral para as próximas eleições europeias. O que se conclui do que se ouve e vê por aí?
Conclui-se que, para não variar, a democracia e os seus representantes não estão preocupados com a democracia mas antes estão preocupados com as "gamelas" e com completar o máximo possível de lugares entre os seus "rapa-gamelas".
As acusações entre os diversos candidatos são patéticas, roçam a boçalidade mais primária, são mais do mesmo no pântano democrático em que se transformou a política portuguesa. A irresponsabilidade dos candidatos é assustadora sem que ninguém possa disciplinar e moralizar o debate político. O desprezo por esta gente é brutal, só os mesmos e os seus aparelhos partidários, que se estão cagando para os eleitores e para a democracia, pensam que não e que o povo continua a ligar alguma coisa ao que dizem e fazem.
Já se sabe que a abstenção vai ser altíssima, na ordem dos 70%. Evidentemente que essa tendência tem de ser alterada, é preciso votar, mas não em partidos que tenham representação parlamentar. A democracia parlamentar portuguesa continua a ser um partido único com cinco secções diferentes. Claro que alguns partidos fora do arco eleitoral não servem, mas outros poderão servir e é nesses que é preciso votar, em massa!
A União Europeia e a democracia parlamentar portuguesa precisam de uma lição, e nada melhor do que aproveitar estas eleições para essa lição lhes ser aplicada.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O fim da tradição e o princípio da auto-contradição

Nos dias que correm, o homem é incentivado a abandonar a crença em realidades superiores a si próprio ocultando a sua dimensão moral subjacente à espiritualidade. Tal conceito é hoje visto pelos «progressistas» como uma representação cultural adquirida pela educação, da qual é necessário "libertar amarras" e ao mesmo tempo, reverter «maquiavelicamente» a ordem e a hierarquia, subvertendo o dever de obediência e os sentimentos patrióticos, familiares e religiosos.     A grande confusão que impera sobre o domínio do "ser" e sobre o domínio do "ter" acompanha a transformação do homem num ser potencialmente livre, a um ser livre, mas apenas condicionalmente e sujeito a certas regras e códigos. O homem tornou-se no "lobo" do próprio homem. Chegados a este ponto qualquer dimensão ética desaparece da "equação".     Vejam bem o que se passa actualmente com a legislação sobre o "casamento homossexual"; o conceit...

Eurábia e eurabismo

O eurabismo mais não é do que um processo de interiorização dos valores dominantes dos islamitas. Esta interiorização está fundada entre o medo e o fascínio, e é na África pobre (?) e na Europa rica (?) que o eurabismo mais se difunde.  O eurabismo tem como principais componentes o medo, a unilateralidade, a tolerância intolerante, ou tolerância de sentido único, tal como o racismo, e também a mentira. As cedências e o baixar de calças que orientam a atitude europeia de abertura total e unilateral aos estados árabes muçulmanos, estão submersos na mentira e no equívoco porque estes mesmos estados perseguem as minorias cristãs e os europeus fecham os olhos, e também, se arrogam o direito de se afirmarem como defensores das minorias muçulmanas na Europa vítimas de islamofobia. Isto é o cúmulo dos cúmulos, a maior inverdade intelectual dos últimos anos. A diplomacia europeia revela uma falta de "coluna vertebral" impressionante, em que a mentira recíproca, a demagogia ma...

Eleições legislativas 2019 - Os inícios da mudança

Analisando estas recentes eleições exclusivamente em termos políticos e numa lógica partidária, ficou evidente a emergência de novos partidos surgidos de cisões e dissidências - Bloco de esquerda ---- PAN, Livre; PSD ---- Chega, Iniciativa Liberal, Aliança, para além de outros exemplos. Este maior dispersão de votos veio dar um abanão, ainda incipiente ou pouco mais do que incipiente, na habitual estrutura político-partidária. E esse abanão pode aumentar muito de grau num futuro a médio prazo (talvez uns 20 anos). Estou a falar e a especular à distância, mas isto é muito certamente o início de mudanças na configuração política do país. Tal só não acontecerá se a situação económica resvalar e entrarmos em nova crise económica, ora, está aqui a oportunidade de os partidos pequenos passarem a ter cada vez mais representatividade e maior força, ao mesmo tempo que se inicia a derrocada dos partidos do sistema.  Esta situação já é visível com o CDS, que não tem gente à altura para...