Para libertar a linguagem das falsidades associadas às ideologias exige-se uma investigação e uma correcção semântica permanente. A deturpação e a truncagem de termos e significados não é simples de reverter, exigindo uma depuração linguística que só se consegue com muito estudo e dedicação. A "velha atitude do deixa andar" não pode continuar, necessário se mostra desmontar os mitos e os entendimentos enviesados da realidade. Como dizia Eric Voegelin, a realidade efectiva e a realidade alternativa são descontínuas, porque o homem pode criar uma realidade alternativa e actuar sobre a mesma mas de modo algum pode fazer o mesmo com a realidade efectiva. Ora, o que acontece, a todo o instante, é que a realidade alternativa sobrepõe-se, ou pelo menos tenta sobrepor-se, à realidade efectiva o que origina distorções, enganos e mentiras. E a mentira, ao fim de algum tempo, torna-se verdade na mente dos que não pensam. É precisamente isto que se passa na cultura intelectual dos nossos dias, e se quisermos ter futuro, como sociedade sustentável, as mentiras têm de ser desmascaradas.
Nos dias que correm, o homem é incentivado a abandonar a crença em realidades superiores a si próprio ocultando a sua dimensão moral subjacente à espiritualidade. Tal conceito é hoje visto pelos «progressistas» como uma representação cultural adquirida pela educação, da qual é necessário "libertar amarras" e ao mesmo tempo, reverter «maquiavelicamente» a ordem e a hierarquia, subvertendo o dever de obediência e os sentimentos patrióticos, familiares e religiosos. A grande confusão que impera sobre o domínio do "ser" e sobre o domínio do "ter" acompanha a transformação do homem num ser potencialmente livre, a um ser livre, mas apenas condicionalmente e sujeito a certas regras e códigos. O homem tornou-se no "lobo" do próprio homem. Chegados a este ponto qualquer dimensão ética desaparece da "equação". Vejam bem o que se passa actualmente com a legislação sobre o "casamento homossexual"; o conceit...
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