Para libertar a linguagem das falsidades associadas às ideologias exige-se uma investigação e uma correcção semântica permanente. A deturpação e a truncagem de termos e significados não é simples de reverter, exigindo uma depuração linguística que só se consegue com muito estudo e dedicação. A "velha atitude do deixa andar" não pode continuar, necessário se mostra desmontar os mitos e os entendimentos enviesados da realidade. Como dizia Eric Voegelin, a realidade efectiva e a realidade alternativa são descontínuas, porque o homem pode criar uma realidade alternativa e actuar sobre a mesma mas de modo algum pode fazer o mesmo com a realidade efectiva. Ora, o que acontece, a todo o instante, é que a realidade alternativa sobrepõe-se, ou pelo menos tenta sobrepor-se, à realidade efectiva o que origina distorções, enganos e mentiras. E a mentira, ao fim de algum tempo, torna-se verdade na mente dos que não pensam. É precisamente isto que se passa na cultura intelectual dos nossos dias, e se quisermos ter futuro, como sociedade sustentável, as mentiras têm de ser desmascaradas.
De seguida transcreve-se a forma como Barruel descrevia a evolução subversiva da maçonaria através das "lojas traseiras" ou "lojas de rectaguarda" de grau em grau, até ao ódio de Cristo: Nos dois primeiros graus, isto é, o de aprendiz e o de companheiro, a seita começa logo por verter à sucapa as palavras liberdade e igualdade. De seguida, os noviços são entretidos com jogos pueris ou de fraternidade e com refeições maçónicas; mas desde logo os noviços são acostumados ao mais profundo segredo através de um discurso intimidatório e dissuasivo. No grau seguinte, o de mestre, correspondente ao terceiro grau, é contado ao noviço a história alegórica de Adoriram e de Hiram que precisam de ser vingados, e da palavra encantada que é preciso reencontrar. No grau de eleito, os noviços são instigados a vingarem-se, sem no entanto lhes ser dito sobre quem deve recair essa vingança. É-lhes lembrado os patriarcas, o tempo em que os homens não tinham, segundo as ...
Comentários
Enviar um comentário