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A inevitabilidade socialista - as pragas são eternas

O socialismo enquanto "termo moderno" só se pode começar a aplicar a partir de 1789 ou até 1830 se formos mais rigorosos. Antes dessa época não existia propriamente um socialismo deterministicamente compreendido. Existia apenas a sua matriz ideológica que vem de longe. Alguns autores querem situar o aparecimento dessa matriz com os patriarcas bíblicos (o que não é bem verdade), outros estão convencidos que tudo começou na Grécia antiga com os filósofos gregos e outros pretendem ainda que só em meados da Idade Média (Okcham, Pádua, More e Bacon, sobretudo estes) começou o nascimento da matriz socialista.
Penso que devemos ver a matriz mais atrás no tempo, matriz essa que se manteve e que foi sofrendo distorções e erosões diversas ao longo dos séculos.
Um autor português muito insuspeito costumava dizer que «o socialismo é uma diacronia voltada para um futuro de contornos indecisos e imprevisíveis
Não é difícil ver porquê, e nem sequer é de estranhar porque a verdadeira diacronia tem a ver directamente com a etimologia do termo. O ideal socialista é um ideal impossível, a história prova-o a cada momento. 
Atentando um pouco ao significado de socialismo definido pela ciência política (que não sei de todo se será efectivamente Ciência, na verdadeira acepção da palavra), sabe-se que na sua vertente político-financeira defende a direcção e o domínio do Estado sobre os meios de produção e de consumo. Na verdade, em décadas de socialismo, o que vemos é uma actuação disforme, o Estado socialista tem-se "entretido" a destruir os meios de produção onerando-os com impostos e taxas e, ao mesmo tempo, distribui benesses nos sectores monopolistas.
Na vertente político-filosófica defende o predomínio da sociedade sobre o indivíduo, o que não deixa de ser curioso porque a filosofia socialista de hoje pratica a contínua exaltação do indivíduo em detrimento da sociedade. Por último, o socialismo defende a redistribuição da riqueza e o fim do capital. O socialismo quer que todos tenhamos os mesmos rendimentos, os mesmos hábitos, as mesmas taras, manias, clichés, estereótipos, etc. A igualdade pura e dura. A «certeza desse futuro» socialista criou uma utopia cuja malignidade não pára de se fazer sentir.

Definindo agora o socialismo em condições temporais mais recentes, de há 45 anos para cá, podemos dizer que o socialismo tem sido o "grande aliado" da finança internacional (os que mandam no mundo). Os socialistas passaram a vida a destruir o chamado Estado Social através da manutenção de "uma série de parasitas" e da instauração de uma cultura de "não trabalho", e agora berram pela destruição desse mesmo Estado Social. A isto é que se chama "atirar areia para os olhos", os partidos socialistas não têm moral nem o mínimo de decência para reclamarem do que quer que seja, foram eles os principais responsáveis pela destruição do Estado Social, pela destruição do sistema educativo, pela destruição da justiça, pelo alto nível de endividamento do país. Não acreditam?? Então investiguem, deixo aqui três momentos charneira, meados da década 1980 com um governo socialista primeiro grande rombo económico, 2005 em diante com novo governo socialista, o segundo rombo económico do país e 2015 o último e definitivo "crash" socialista a caminho da 4ª bancarrota.

Por outro lado, a bipolarização governativa portuguesa tem uma explicação muito simples. Ambos os partidos que têm alternado no governo são maus, mas um é ainda pior que o outro. O que se tem passado em 45 anos de democracia é o seguinte: O PS está no governo e começa a destruição, a seguir vem o PSD para consertar as asneiras anteriores, mas como o faz sempre da pior forma, de seguida lá vem o prémio para aqueles que só fazem merda - a eleição do PS - para voltar a escacar o que os anteriores do PSD conseguiram remendar. Tem sido assim desde o flop abrilista. Só não vê quem não quer.

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